Split payment: mudança prevista na reforma tributária retirará valor de imposto no momento da venda, afetando diretamente o caixa de empresas (Foto: Dall-E/Gazeta do Povo)
Brasil terá imposto automático mais amplo do mundo e empresas temem asfixia no caixa
O Brasil está prestes a adotar o sistema de cobrança automática de impostos mais amplo do mundo. Embora o chamado “split payment” já seja usado em países como Polônia, Coreia do Sul e República Tcheca, esses modelos atingem apenas determinados setores, operações ou grupos de contribuintes.
No Brasil, a proposta é conectar a retenção do imposto aos próprios meios de pagamento e alcançar uma parcela muito maior das transações.
A mudança pode reduzir o dinheiro disponível no caixa das empresas, já que a parcela dos impostos será separada no momento da venda e enviada diretamente ao governo. A experiência de outros países também mostra os riscos de um sistema amplo demais, especialmente para pequenas e médias empresas.
Veja por que o modelo brasileiro é diferente do adotado no exterior e quais podem ser os efeitos para as empresas na reportagem de Fernando de Oliveira:
Quem é o ex-banqueiro cotado para ser ministro da Fazenda de Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro avalia nomes para comandar a economia em um eventual governo, e um deles é Marcelo Kayath. Executivo com trajetória no mercado financeiro, ele já ocupou posições de destaque em grandes instituições e tem experiência em gestão de investimentos e mercados de capitais.
A escolha do ministro da Fazenda seria uma das primeiras decisões econômicas de um novo governo e daria uma indicação importante sobre os rumos da política fiscal e econômica.
O nome à mesa, entretanto, traz suas contradições: Kayath apoiou Lula nas eleições de 2022 e já foi um crítico de Jair Bolsonaro.
Conheça a trajetória do ex-banqueiro, suas ideias sobre a economia e por que seu nome entrou no radar de Flávio Bolsonaro na reportagem de Celio Yano:
Entrada na Bolsa dá mais força a gigante chinesa e põe varejo brasileiro contra a parede
Site da Shein: captação de bilhões pode reforçar expansão da gigante chinesa em meio ao crédito caro e à crise das empresas brasileiras (Foto: EFE/Olivier Hoslet)
Com a recente abertura de capital, a Shein pode alcançar uma avaliação de dezenas de bilhões de dólares. O movimento consolida a força da gigante chinesa no mercado global e aumenta a pressão sobre varejistas brasileiros que já enfrentam juros altos, consumidores endividados e custos elevados.
Com preços agressivos e um modelo baseado em tecnologia e produção em larga escala, a Shein ganhou espaço rapidamente no Brasil. Agora, com acesso a mais capital, a chinesa pode ampliar ainda mais sua operação e sua disputa por consumidores brasileiros.
Veja como o IPO da Shein pode mudar a competição no varejo e quais empresas brasileiras estão mais expostas na reportagem de Ricardo Prado.